Cozinhar com fogão a lenha vale a pena? Entenda os custos e benefícios econômicos

Com o aumento constante no preço do gás de cozinha em Minas Gerais, muitas famílias do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba têm reconsiderado o uso do tradicional fogão a lenha como alternativa econômica. O reajuste recente do ICMS sobre combustíveis elevou o custo do botijão de 13 kg, tornando a gestão doméstica mais complexa. Contudo, especialistas alertam que a economia real depende de fatores que vão além do simples preço do combustível fóssil.
Para que a substituição seja vantajosa, é preciso considerar o acesso à matéria-prima. Em propriedades rurais de cidades como Uberlândia, Patos de Minas e Araxá, onde há disponibilidade de lenha própria ou sobras de poda, a economia é significativa. Por outro lado, para moradores de áreas urbanas que precisam comprar a madeira, o custo final pode se aproximar ou até superar o valor do botijão de gás, especialmente quando somados os custos de transporte.
Outro ponto crucial na análise financeira é o investimento inicial e a segurança. A instalação de um fogão a lenha exige chaminés e sistemas de tiragem adequados para evitar problemas de saúde causados pela inalação de fumaça. De acordo com orientações de segurança, a improvisação de fogo em ambientes fechados representa um risco respiratório grave, o que poderia gerar gastos médicos imprevistos, anulando qualquer economia com combustível.
Além da função de cozimento, o fogão a lenha oferece benefícios multifuncionais, como o aquecimento de ambientes durante o inverno e a possibilidade de preparar diversos pratos simultaneamente. Para quem utiliza o equipamento diariamente, o valor investido na construção da estrutura se dilui rapidamente. Já para o uso esporádico em finais de semana, o benefício é mais cultural e gastronômico do que propriamente financeiro.
Famílias inscritas no CadÚnico devem ficar atentas a programas sociais como o Gás do Povo, que oferece recarga gratuita do botijão para reduzir a dependência da lenha em condições precárias. A decisão entre o gás e a madeira deve sempre equilibrar a viabilidade logística, a segurança da instalação e o perfil de consumo da residência para garantir que a mudança seja, de fato, benéfica ao bolso do mineiro. Com informações de G1 Minas Gerais.



