Danos por granizo no café podem impactar produtividade e mercado mineiro até 2028

A recente chuva de granizo que atingiu regiões produtoras de café em Minas Gerais acendeu um alerta crítico para a cafeicultura mineira. Especialistas apontam que os danos causados pelos temporais não se limitam apenas à safra atual, mas possuem potencial para comprometer a produção das lavouras até o ano de 2028, devido à severidade das lesões nas plantas e perda de ramos produtivos.
Em áreas fortemente atingidas, a queda de folhas e a destruição de flores impedem a recuperação imediata da planta, exigindo intervenções drásticas como o esqueletamento das lavouras. O processo de poda e renovação do cafezal demanda alto investimento em mão de obra e insumos, resultando em anos de produção nula ou reduzida até que o arbusto recupere sua capacidade fisiológica plena.
Engenheiros agrônomos explicam que, enquanto em áreas de impacto leve medidas curativas com fungicidas e nutrição podem mitigar as perdas, nos locais de tempestades severas a planta perde sua fonte de energia. A situação preocupa produtores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, que compartilham o cinturão produtivo do estado e monitoram as oscilações de mercado e clima que afetam a competitividade regional.
Para minimizar o prejuízo financeiro, a orientação jurídica é que os cafeicultores documentem imediatamente as perdas por meio de laudos técnicos elaborados por agrônomos. Esse documento é essencial para o acionamento de seguros agrícolas e para a renegociação de dívidas de custeio junto a instituições financeiras e cooperativas, garantindo a sobrevivência do negócio no longo prazo.
Com informações de G1 Minas Gerais.



