Entrada da safra brasileira de café aumenta oferta, mas mercado global mantém tensão

A entrada mais intensa da safra cafeeira no mercado internacional deve ampliar a oferta do produto nas próximas semanas, criando uma pressão momentânea de queda nas cotações. No entanto, analistas e tradings do setor, reunidos recentemente no Seminário Internacional do Café, alertam que o cenário global permanece volátil devido aos estoques apertados e riscos climáticos persistentes.
Para a safra 2024/25, as projeções superam os números oficiais da Conab, com estimativas de até 71 milhões de sacas produzidas no Brasil. O fluxo mais significativo de grãos deve atingir o mercado consumidor entre junho e julho. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, as regiões do Cerrado Mineiro são peças-chave nesse fornecimento, com produtores acompanhando de perto o ritmo da colheita e a qualidade dos grãos.
Mesmo com o aumento da disponibilidade, o mercado continua em alerta total para possíveis geadas durante o inverno brasileiro e impactos climáticos na Ásia. A vulnerabilidade dos estoques globais faz com que qualquer imprevisto climático resulte em oscilações bruscas nos preços praticados nas bolsas internacionais.
Além do clima, fatores geopolíticos e logísticos pesam sobre o setor. Conflitos no Oriente Médio e gargalos no Porto de Santos elevaram os custos de frete marítimo e seguros. Para o produtor local, a valorização do dólar pode atuar como um amortecedor, ajudando a sustentar os preços internos mesmo em um cenário de maior oferta global.
Com informações de Regionalzão.



