Queda nas exportações faz frigoríficos operarem abaixo da capacidade produtiva

O setor pecuário do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba observa com cautela a redução no ritmo das exportações de carne bovina, que já reflete na operação dos frigoríficos. Atualmente, as indústrias estão trabalhando com uma capacidade ociosa, o que significa que mantêm estrutura e equipes prontas, mas abatem um volume de animais inferior ao potencial das plantas. Esse cenário é comparado a um restaurante que tem mesas para 200 pessoas, mas recebe apenas 120 clientes, mantendo os custos fixos elevados.
O principal fator para essa desaceleração é o chamado 'efeito China'. Como o principal destino da carne brasileira está próximo de atingir a cota de importação anual, somado a novas barreiras tarifárias e comerciais, o mercado internacional tornou-se mais restritivo. Para as regiões produtoras de Minas Gerais, o impacto imediato recai sobre o pecuarista, que enfrenta uma pressão de baixa no preço da arroba do boi gordo devido à menor demanda das indústrias processadoras.
Para o consumidor final, a expectativa de carne mais barata nos supermercados ainda é incerta. Embora a queda nas exportações possa aumentar a oferta de produtos no mercado interno, o repasse de preços não é imediato. Diversos elos da cadeia, como logística, tributação e processamento, influenciam o valor na gôndola. Especialistas orientam acompanhar o ritmo das compras dos frigoríficos e a abertura de novos mercados internacionais nos próximos meses.
Com informações de Regionalzão.



